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O professor Vitor da Fonseca, psicomotricista e pedagogo, formado pela Organização Internacional de Psicomotricidade, em Paris, falou sobre as capacidades empáticas humanas: o enigma relacional da espécie humana, no III Congresso Internacional de Psicomotricidade Relacional.

Destacou que de todas as espécies animais, a humana é a única com a capacidade de ensinar intencionalmente, de transmitir cultura, de pensar antes de agir e de administrar as próprias emoções, e perceber as emoções nos outros, e ainda de dispor de cognição social e de Inteligência emocional. Fonseca observou ainda que no ser humano, ao longo da sua evolução, e na criança, ao longo de seu desenvolvimento, todas as ações e pensamentos são coloridas pela emoção. Enfatizou que “a evolução cerebral e cultural são únicas e genuínas da espécie humana, bem como a empatia, exclusiva dos seres humanos”.

O professor da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa assinalou que “as emoções são uma fonte essencial da aprendizagem, na medida em que crianças, adolescentes, adultos e idosos procuram atividades e ocupações que fazem com que elas se sintam bem, e tendem, pelo contrário, a evitar atividades ou situações em que se sintam mal”.

De acordo com Fonseca, as emoções dão sentido à vida humana enquanto nos adaptamos, aprendemos, temos sucesso e fazemos amizades, mas igualmente elas também emergem enquanto enfrentamos episódios, eventos e situações que nos esmagam, magoam, ridicularizam e nos frustram e entristecem, por tudo isto, as emoções e as expressões faciais e gestuais fornecem informações adaptativas de enorme relevância para a aprendizagem. Fonseca frisou que o vínculo social é a chave de interação afetiva e o caminho para uma sociedade mais empática.

Disse ainda que o cérebro humano integra inúmeros e complexos processos neuronais de produção e de regulação das respostas emocionais. E que o sistema límbico integra estruturas nervosas muito importantes para a memória e para a aprendizagem, como a amígdala, o hipocampo, hipotálamo.

Fonseca também assinalou que o impacto das emoções na sobrevivência, na adaptabilidade, na sociabilidade e, sobretudo, na aprendizagem é inquestionável. “Só num clima de segurança afetiva o cérebro humano funciona perfeitamente, só assim as emoções abrem caminho às cognições”.

 

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