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O pedagogo Daniel Vieira da Silva, doutor em educação e psicomotricista relacional, durante o III Congresso Internacional de Psicomotricidade Relacional, tratou da educação psicomotora, aportes sobre o posicionamento ético do psicomotricista para uma prática transformadora, apresentando referencial teórico e princípios éticos do psicomotricista relacional.

Para Vieira da Silva, o ato educativo é o ato de inserir, direta e intencionalmente, os indivíduos no conhecimento mais elaborado, produzido pela humanidade. E a escola, para a grande maioria das crianças brasileiras, é o único lugar de apropriação do conhecimento. “As práticas pedagógicas, dentre elas as diversas abordagens psicomotoras, constituem importante instrumento de conservação do status quo ou de emancipação dos indivíduos”.

De acordo com o educador, os posicionamentos éticos que cabem ao psicomotricista, para que implemente uma prática transformadora e de mudança de paradigmas, levando-se em conta sua intervenção no âmbito escolar são os de promover a autonomia dos educandos, desenvolver nos mesmos uma atitude responsável e responsiva, enfatizar as dimensões da criticidade, da solidariedade e do respeito ao bem comum, numa perspectiva de justiça social e oferecer um ambiente que priorize a sensibilidade estética, a criatividade e a ludicidade.

Para praticar esses posicionamentos, os psicomotricistas devem promover uma atividade psicomotora, espontânea ou dirigida, orientada pela emoção, interação, problematização e criatividade. “E também favorecer que no espaço de atividade psicomotora, os indivíduos tenham a possibilidade de apropriações simbólicas, cada vez mais elaboradas e garantir que explicite as relações entre os sentidos pessoais e as significações sociais mais amplas”, disse.

Vieira Neto afirmou ainda que o psicomotricista atua para a transformação social deve “promover de forma crítica e sustentada pela relação atividade-teoria, um posicionamento frontalmente combativo em relação aos avanços nefastos da exploração do homem pelo homem, da destruição do meio ambiente, do consumo desenfreado, da coisificação das relações humanas”.

No referencial teórico, o psicomotricista relacional citou a filósofa húngara Agnet Heller, que faz estudos sobre as dimensões da existência humana, na sociedade contemporânea como a Teoria da Vida Cotidiana; e Pierre F.Bourdieu, sociólogo francês que estudou os mecanismos de conservação e reprodução em diversas áreas da atividade humana.

 

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