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O XIV Fórum Municipal de Educação e Psicomotricidade Relacional Prevenção na Primeira Infância: prioridade para uma sociedade saudável, foi realizado em paralelo ao III Congresso Internacional da Psicomotricidade Relacional.

O presidente do CIAR e do congresso, Leopoldo Vieira, abriu os trabalhos destacando a importância de investimentos na primeira infância, considerando a especificidade e a relevância dos primeiros anos de vida no desenvolvimento infantil e no do ser humano.

Leopoldo Vieira ressaltou o ineditismo do fórum a inclusão do tema no congresso de psicomotricidade relacional. “Com as apresentações desta iniciativa temos aqui uma janela de oportunidades para todos aqueles que atuam com crianças”. Compuseram a mesa de abertura do fórum, Ana Maria Chiesa, Janete Valente, Fernando Louzada e Miriam Pragita.

Logo após as conferências sobre a primeira infância, o fórum abriu a plenária para debates com os congressistas.

Homenagem a Leopoldo Vieira

A psicomotricista relacional Maria Isabel Bellaguarda conduziu a homenagem dos congressistas para Leopoldo Vieira pelo seu trabalho desenvolvido em Psicomotricidade Relacional e pela sua trajetória de luta para que essa metodologia seja adotada em todas as áreas como uma ferramenta de transformação social. O homenageado agradeceu a todos e disse que fez uma retrospectiva de sua vida enquanto ouvia o texto lido por Maria Isabel, abaixo na íntegra:

Vivemos tempos em que a violência urbana assola e amedronta o país; museus são incendiados por falta de manutenção; discursos de ódio ganham espaço nas redes sociais; corrupção ocupa os noticiários. Vivemos tempos em que a depressão é epidêmica e que desafios mortais vitimizam crianças.

Com tudo isso, chegamos a temer o futuro e duvidar da humanidade.

Qual será nosso legado para as próximas gerações?

Nessas horas, lembro de alguém, cujo exemplo de vida demonstra ser possível amar sem medida.

Alguém que conheceu a indiferença das ruas, que fugiu do frio e enfrentou a solidão.

Alguém que conheceu a dor, mas que  a transmutou em amor e compaixão.

Seu nome? Leopoldo Vieira.

Dele, poderia dizer do currículo, dos títulos, artigos e livros publicados.

Poderia falar da importância de trazer e desenvolver, no Brasil, o trabalho de Lapierre. Poderia também falar da profundidade da abordagem relacional.

Mas as palavras, quaisquer que sejam elas, são insuficientes para alcançar a significância de sua presença em nossas vidas.

Então, falo dos seus olhos: através deles pude enxergar minha criança. Falo  da emoção ao reencontrá-los após momentos de aflição.

Falo do seu abraço, cujo acolhimento foi linha a costurar minhas feridas.

Falo do bálsamo de sua voz. Com a competência essencialmente sensível de Leopoldo Vieira, através da abordagem relacional , pude não só revisitar a infância e a adolescência, mas sim revive-las, quase como novas reencarnações. Pude preencher vazios que nem sabia que existiam. Pude reconstruir vínculos e estabelecer novos. Resgatar a escrita e mudar o olhar para o outro e para mim mesma. No processo relacional me encontrei e continuo a me reencontrar, descobrir e modificar.

As vivências do setting são simbólicas. O afeto e os vínculos estabelecidos são reais.

Mahatma Gandhi assevera que devemos ser a mudança que esperamos do mundo.

O caminho é longo. Há muito a ser feito, há muito a ser melhorado, mas conhecer Leopoldo Vieira, Isabel Bellaguarda e Anne Lapierre, e, esse processo, me faz ver que as pessoas podem ser transformadas; me traz a certeza de que, sim, o mundo pode ser um espaço de amor.

Que esse trabalho possa ser expandido mais e mais!

Possa alcançar crianças, adolescentes e adultos!

Possa transformar o mundo inteiro!

Meu ser transborda gratidão, por existirem!

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Comentários
  • Roseli
    Responder

    Bom Dia! Foi um momento impar, aprendi muito, e sei que esse congresso abriu os olhos de muitas pessoas que a partir de hoje vão por em pratica tudo que viram e aprenderam, palestras muito bem apresentadas a vivencia foi um momento impar. Só achei falta de abordarem mais e com vivencia, o como trabalhar com cadeirantes e todas as outras deficiências, pois trabalho em uma escola de Educação Especial onde nossos alunos são quase 100% cadeirantes.
    Muito Obrigada pelo momento de aprendizado!
    att,
    Roseli

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