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Miguel Llorca, doutor em educação e professor da Universidade de La Laguna (Espanha), abordou em palestra do III Congresso Internacional de Psicomotricidade Relacional a importância da relação triangular (relação da criança com suas figuras paternas) no processo de construção de um vínculo seguro. A intervenção foi realizado por ele ao junto com a psicomotricista relacional Josefina Sanchez em um menino de quase 7 anos, com histórico de abandono.

Ele começou a abordagem afirmando que a falta de vínculo precoce determina falta de segurança emocional e salientou que nesta intervenção psicomotora “tentamos recriar na criança a situação do triângulo primário que lhe permitirá realizar relações de competição, oposição e identificação, descobrindo-se como um ser autônomo diferenciado do objeto primário”.

O professor informou que no início da intervenção, o menino mostrava ansiedade, insegurança e medo. “Recusava-se a compartilhar o espaço, tinha dificuldade em tolerar o relacionamento corporal e em se afirmar em frente ao adulto”, explicou Llorca. Ainda apresenta grande bloqueio emocional que dificulta expressar e receber afetos e tem desconfiança em relação a figuras adultas, o que o impede de estabelecer laços estáveis. E, por fim, tem alto ritmo motor e necessidade de uma referência de segurança e controle emocional que gere sentimentos contraditórios e, possivelmente, um estado depressivo.

Com o passar das intervenções, o menino mostrou ambivalência entre sua desconfiança e desejo de se contentar, fez abordagens corporais mediadas pelo jogo começou a tolerar deixar-se cuidar. À medida que ocorreram as sessões ele permitiu a ajuda do psicomotricista nos jogos simbólicos e nas brincadeiras. “Também aceitou o contato do outro”, concluiu.

 

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